Não somos “superanimais”

Continuando as postagens sobre o livro: O dom da vida e dom do amor!
Esse trecho será postado na integra!!! é muito difícil separa apenas trechos desta obra maravilhosa do Dr. John Billings.

 

Não somos “superanimais”
 
O preocupar-se com a teoria da evolução pode desfigurar o conceito do amor. Muito do que hoje em dia se escreve sobre sexualidade reflete a maneira de ver os seres humanos como meros “superanimais”. Acredita-se que seus vários instintos exigem gratificação que produz saúde física e mental, com inevitáveis consequências: esterilização com propósitos eugênicos; inseminação artificial; perfuração do âmnio para identificação e destruição de crianças com probabilidade de serem deficientes; eutanásia, e assim por diante. Esses “modernos” que desconhecem a sabedoria acumulada do ensinamento cristão, na verdade, com atraso de 2.000 anos.
 
Em certa ocasião, afirmou o santo papa que o ” o homem deve redescobrir seu autêntico reinado sobre o mundo, e o significado fundamental desse domínio do homem sobre o mundo visível consiste na prioridade da ética sobre a tecnologia, a preeminência das pessoas sobre as coisas e a supremacia do espírito sobre a matéria”. (João Paulo II, alocução à Pontifícia Academia de Ciências, 10/11/1979)
 
Pode-se reconhecer a capacidade de intuição de que dispomos graças aos avanços do conhecimento de psicologia humana, sem que sejamos, todavia, iludidos pelas pretensões excessivas de alguns psicólogos. O Papa João Paulo II insiste no ensinamento cristão fundamental de que o homem é normalmente capaz de tomar decisões responsáveis porque tem livre-arbítrio. De fato esta é a unica liberdade genuína do individuo humano, liberdade de decidir acerca de ações providas de significado moral. É porque o homem e a mulher são livres que podem assumir compromisso,  e esta disposição, aliás, subjaz nos fundamentos da lei civil de contratos, que, certamente, não permite à pessoas normal ab-rogar um contrato a menos que prove coerção ou diminuição da capacidade mental. Não se deve subestimar a força das pressões social, econômica e política, a qual limita a autonomia humana.
 
Em suas audiências semanais durante 1980-1981, o Papa João Paulo II ressaltou que, se o homem, em seu relacionamento com a mulher, a considera apenas como objetivo do qual se obtém posse, e não como dádiva, condena-se ele, por conseguinte, a tornar-se um objeto de apropriação para ela também, e não uma dádiva. O pertencer que decorre da dádiva é completamente diferente do pertencer por apropriação. A luxuria em geral – e a  do corpo em particular – corrompe precisamente a doação sincera” , privando o ser humano da dignidade de doar-se, expressa pelo corpo por intermédio da feminilidade e da masculinidade, nas quais marido e mulher se elevam um ao outro, mais plenamente, à imagem de Deus.
 
 
Até amanhã com mais um trecho do livro O dom da vida e do amor!

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